Quem nos quer

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Em má compania: capítulo I >> o começo

Eu nasci Maria Luisa Galvão...

Prazer: Luiza Blue!!!


Teria sido só mais uma noite de sexo mal feito como as que eu tenho com meu amigo Baum, se aquela não tivesse sido a minha primeira vez.
Não tive lucidez para esboçar qualquer movimento erótico. Minha cabeça girava e eu sentia uma dor aguda. eu procurei por ele até sentir sua cabeça entre minhas pernas.
Ele me sugava e mordia com tanta força que nem a entorpecência do vinho com ‘roupinol me aliviava a dor.
Puxei seus cabelos trazendo sua boca até a minha. Ele se pôs com todo peso em cima de mim, procurando com uma das mãos a minha vagina. Seus dedos tateavam meu sexo, senti um pressão forte, tive a certeza de que ele estava entrando em mim. Fechei os olhos bem apertados, senti que ia vomitar. Tentei ajudá-lo a encontrar o melhor caminho com uma das mãos enquanto a outra, arranhava suas costas com fúria. Eu quis gritar. Senti a penetração quente como uma faca me rasgando. Meus ossos, todos contraídos e eu como uma estatua de mármore contava as idas e vindas necessárias para que aquilo terminasse.
Havia ruídos de todas as partes e mal dava para decifrar a musica que tocava. Pink Floyd, eu acho. Time, eu espero.
Naquela noite eu havia tomado umas balas de extasy e cheirado 2mm de coca. Eu tinha charmosamente entre os dedos polegar e indicador da mão esquerda um baseado de scank e uma garrafa de vinho barato na outra.
Era mais uma daquelas festas sem qualquer comemoração, só a celebração por estarmos vivos ou mais um pretexto para reunir um monte de bêbados em volta de uma piscina.
Aos 14 anos, eu levava uma vida clichê entre uma escola de muros baixos, uma família desestruturada e uma mãe dominadora. Entre drogas e rock ‘n roll. O tripé estaria com a introdução do terceiro elemento. O sexo.
Decidi que aquela seria a noite em que perderia minha virgindade inútil. Provavelmente se fosse com D., ele teria me abraçado suavemente e me deitado numa cama de lençóis limpos e me beijaria até que eu sentisse vontade de tirar a minha própria roupa. Mas eu nunca fui dada a ilusões. Minha paixão platônica e intelectual por D. não me serviria de nada naquele antro de perversões.
Ele chegou acompanhado por M., uma loura alta transbordando em erotismo ao 16 anos. Ela sempre me olhava com aquele olhar de garota mais velha e experiente e sempre trazia um sorriso sarcástico que podia ser interpretado como um consentimento para fazer o que estava pensando. Não sentia raiva dela, queria compartilhar dela com D.
Fosse como fosse eles sumiram em menos de 15 minutos. Sentada no braço do sofá, fumando e bebendo sozinha me tornei alvo fácil para alguns aspirantes a um lugar cativo no bando. Éramos como um clã.
M. F. era gótico, 16 anos e chato. Me viu e atravessou a sala em minha direção. Jogou-se despojado praticamente em cima de mim. Não tive qualquer reação, agi como se não o tivesse visto. Bebia cerveja e cheira a vômito. Ele tocou meus cabelos e, suavemente, selecionou uma mecha e com isso chamou minha atenção para um sussurro em meu ouvido, “somos o casal mais atraente dessa festa”. Quase ri. Todos sabiam que M.F. tinha mais do que impulsos homossexuais, mesmo assim comia meninas por não admiti-los. Entre os meus a promiscuidade não era apenas aceitável, mas servia como uma espécie de escada social. No entanto havia um certo limite. Não era qualquer um que tinha o direito de comer as meninas da gang. E eu me sentia uma orgulhosa propriedade.
Deixei M. F. com a ultima ponta do beck e fui para o alto da escada para ter uma visão panorâmica de todos na sala. Ele entrou a passos largos com um gudã de canela entre os lábios. Tinha os olhos em brasa e parecia um tigre a farejar sua caça. Quando me avistou, sorriu maquiavélico e por um momento tive medo daquele sorriso. Mas seus olhos eram de um verde intenso. Ele subiu as escadas de três e três degraus, me tomou com tanta fúria e violência nos braços, não tive tempo de fazer nada. Não lembro se perguntei seu nome, mas pouco importa. Ele me tirou aquele troféu de freiras que só me servia para alvo de rituais satânicos...

(continua!!!)


by Luisa Blue

2 comentários:

Lila disse...

Muito bom!!!!

Migule disse...

PUTA QUE PARIU!! esse blog tá virando blog de sacanagem, hehehehehehe..
Brincadeira Flor, pô vc me pegou que texto envolvente!!