Quem nos quer

sábado, 25 de julho de 2009

De como a casualidade (às vezes) me deprime...

Que diabos é o amor?
Acordar um dia com uma vontade desorientadora de tocar outra pele que não a sua, sentir um cheiro que não dá pra identificar, mas que já é tão conhecido, tão atraente por seu aspecto familiar...

Daí em menos de 5 segundos ele ligou outra vez, eu que já estava enterrada no meu sofá, que me consola mais do que a cama (os móveis da sala já nem têm tanta pena assim de mim de tão acostumados com minhas mágoas), me vi obrigada a responder aquela perguntinha (sacana!): "Você está zangada?"."Não", respondi baixinho. De fato não estava. Zangada, eu fico quando o meu irmão pega minhas camisinhas pra encher de água e jogar na cabeça dos outros. Eu estava era puta da vida. com raiva por estar chorando. Odeio chorar. Toda vez que eu choro, prometo amim mesma que nunca mais vou chorar. Toda vez que eu choro, lembro que sou péssima em cumprir promessas... eu estava dilacerada, e nem era por ele.
O fim sempre trás consigo um ranso de melancolia.
Numa noite dessas, é fácil sair sem destino, tomar todas num bar, flertar com alguns caras, levar um deles pra cama sem ao menos dizer o seu nome e no final das contas, acordar num quarto de motel barato, sair de fininho deixando um bilhete agradecendo por ele ter te salvado de mais uma noite de tédio, solidão e novela...
Mas aí chega um dia em que passeando pelo shopping, ou numa dessas idas sem nexo (sozinha) ao zoológico, bate uma inveja boba daqueles casais de domingo à tarde. De subito me passa um mistura de ansia de vômito e ternura e as minhas únicas alternativas são correr para a sala de arte mais próxima (redultos dos solitários descolados), ou entrar numa livraria pra me entupir de capuccino e Gabriel Garcia Márquez... Ou talvez voltar ao mesmo bar para ver se encontra o cara da transa passada.
Talvez, só dessa vez, deixar cair a barreira, abrir um sorriso menos promíscou, falar mais e agir menos...
O amor é um sentimento egoísta e sem passado. Eu sou uma mulher egoísta e sem passado.
Um dia a gente cansa de só ficar por cima. Um dia a gente cansa de ter o controle de tudo.
No dia em que eu o conheci, me comuniquei por sinais, fui de uma timidez que nem sei de onde tirei. Estava tudo nas mãos dele, todas as formas de me encontrar. E ele me achou e por algum tempo não me surpriendeu...
Um dia a gente cansa de tanta falta de informação. Parece que essa minha tática pra não me machucar tá meio ultrapassada...

Ana

4 comentários:

Migule disse...

"reduto dos solitários descolados" foi óteeeeemo!!!
Fora os textos engraçados, tô sentindo uma certa tristeza no ar desse seu novo blog!!

Anônimo disse...

Desde que vc abriu esse blog que eu vejo´lá nop seu perfil Gu, Luisa blue, Flor, Ana texto de tiodo mundo aqui, tava curiosa pra ver o que a Ana ia dizer. muito bom! parabéns
leio sempre só não tenho paciencia para comentários e geralmente já disseram o que eu queria dizer.

Lila disse...

Lindo textooo.....
Precisamos nos encontrar, né?

Beijo!

Anônimo disse...

Eita!! Blog bonito Bê, bonita foto!
Bonito Texto! Tudo bonito!