A aranha
Parece que algo havia sido incinerado ali. Algo pequeno e redondo. Pouco maior que um inseto. Um rato, talvez. Formava um círculo perfeito. Talvez uma pedra ou pedaço de árvore. Não havia cinzas ou restos mortais, apenas a marca de fuligem negra sobre o chão vermelho. José olhou ao redor. Não havia nada além de aridez. Para qualquer lado que olhasse somente havia vermelho da terra seca, alguns arbustos ressecados e o branco azulado do céu. Continuou sua caminhada lenta para lugar nenhum. Estava com fome e sede. Perdido continuava seguindo o norte de sua vontade. Mais à frente outra marca. Ainda quente e tão perfeitamente redonda como a última. Uma carcaça de animal se apresentava mais à frente. Teve um pouco de esperança, mas até a carne podre já havia sido roída pela natureza. Mais adiante outra marca. Ele acirrou os olhos procurando até encontrar outra marca. E outra mais ao sul. As marcas formavam um círculo de diâmetro incalculável naquelas condições. José só pôde concluir qu...